Muito temida pelos pais, a bronquiolite é uma infecção causada por vírus que provoca inflamação aguda e aumento de muco no pulmão.
A doença atinge os bronquíolos, provocando dificuldade para o ar passar para dentro e para fora dos pulmões.
A bronquiolite afeta bebês entre 0 a 24 meses, sendo muito comum nas estações mais frias do ano.
O termo não deve ser confundido com bronquite, que caracteriza outra doença pulmonar, em crianças maiores de 2 anos.
Qual médico procurar em caso de sintomas de bronquiolite?
Caso a criança tenha sintomas de bronquiolite, é necessário procurar o pediatra para auxílio no diagnóstico e tratamento da doença.
Dra Vivian Caldas é pediatra e neonatologista no Rio de Janeiro. Já atendeu vários casos de bronquiolite no consultório, emergência pediátrica e UTI neonatal. Você pode agendar uma consulta para seu filho no consultório presencial.
A principal forma de transmissão é através de gotículas de secreção respiratória contaminadas e contato, por isso é importante que crianças doentes não fiquem em ambientes fechados, como escolas e creches.
O vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da doença, é altamente contagioso e permanece ativo nas superfícies por muitas horas.
Por isso, a higienização das mãos é muito importante para evitar o contágio da doença.
Quais são os sintomas de bronquiolite?
A doença começa com sintomas simples, similares a um resfriado. Os sintomas são variados e incluem:
tosse
secreção nasal
coriza
febre
ausculta pulmonar de sibilância no exame físico
O desconforto respiratório indica gravidade da doença.
Qual a causa da bronquiolite?
O vírus sincicial respiratório (VSR) é o principal responsável pelas bronquiolites, geralmente iniciando sua sazonalidade de março e indo até julho.
Outros vírus causadores de bronquiolite são rinovírus, adenovírus, influenza, metapneumovírus, coronavírus (não o mesmo da COVID 19) e parainfluenza.
Cerca de 90% das crianças serão infectadas pelo VSR até os 2 anos de idade.
Agende uma consulta com Dra Vivian Caldas pediatra e neonatologista com ampla experiência com pacientes com bronquiolite.
Os fatores de gravidade que devem ser considerados são:
Idade menor que 3 meses
Prematuridade
História de imunodeficiência
Doença pulmonar adjacente como broncodisplasia pulmonar
Doença cardíaca como cirurgias cardíacas
Como é feito o diagnóstico de bronquiolite?
O diagnóstico da doença é feito através do exame físico na consulta com o pediatra.
É possível a realização da coleta de secreção nasal para identificação do VSR para saber se este é o causador da doença.
Também pode ser necessária a radiografia de tórax a fim de avaliar se existem complicações da bronquiolite.
A bronquiolite é a causa mais comum de internação no primeiro ano de vida das crianças.
Como tratar bronquiolite?
Não existe tratamento específico para doenças virais, tais como a bronquiolite.
Entretanto, existem medidas e medicações que podem ajudar a diminuir os sintomas da doença, trazendo mais conforto para a criança durante o curso da doença.
O tratamento consiste em:
Hidratação e repouso
Lavagem nasal frequente
Sintomáticos para febre
Broncodilatadores, em casos indicados
Corticóides orais, em casos indicados
Fisioterapia respiratória
Antibióticos não devem ser prescritos no caso de bronquiolite, apenas em casos em que haja doença bacteriana associada.
É possível ter mais de uma vez bronquiolite, não conferindo imunidade permanente.
A bronquiolite é uma doença que pode evoluir com severidade, necessitando de internação hospitalar para monitorização do quadro, muitas das vezes necessitando do uso de oxigênio em casos de diminuição da saturação pulmonar de oxigênio e de fisioterapia respiratória.
Existe prevenção da bronquiolite?
A prevenção é a melhor forma de evitarmos os casos de bronquiolite.
É importante incentivar a lavagem de mãos ao ter contato com os bebês, além de evitar exposição a ambientes fechados, como creches, escolas e igrejas.
Também não se deve expor as crianças em ambientes com pessoas sabidamente com quadros respiratórios em curso.
A exposição ao tabaco piora os quadros de bronquiolite. Dessa forma, pais e cuidadores devem ser incentivados a largar o tabagismo.
Sabe-se que a amamentação exclusiva até pelo menos os 6 meses é considerada fator protetor para morbidade de doenças respiratórias. Sendo assim, a amamentação deve ser estimulada.
É importante que pais e cuidadores estejam atentos aos sintomas da criança e aos possíveis sinais de gravidade, e que levem o bebê o quanto antes para ser examinado pelo pediatra.
Existe vacina contra a bronquiolite?
Os grupos de risco, tais como crianças prematuras e crianças com doença cardíaca ou pulmonar e que sejam menores de 2 anos, tem maior risco de evoluir com gravidade se afetados pela bronquiolite.
Para elas, existe uma medicação injetável que previne a doença grave causada pelo VSR. Ela é indicada no período de sazonalidade do vírus de acordo com a região do país.
É preciso consultar o pediatra para saber se a criança preenche os critérios para o recebimento da vacina.
Novidades para a prevenção da bronquiolite
Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) autorizou o registro de uma vacina em gestantes, contra o VSR.
A vacina deve ser aplicada em gestante do segundo e terceiro trimestre de gestação para proteção do recém nascido. Ela é aplicada via intramuscular e em dose única.
A vacina não é aplicada diretamente nos bebês, mas nas gestantes.
Essa é uma nova medida contra uma doença tão comum na população pediátrica, conferindo mais proteção para a população infantil desde os primeiros meses de vida.
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